AVC

Acidente Vascular CerebralO acidente vascular cerebral é uma doença que impede que o cérebro sofra a irrigação sanguínea e isso pode causar diversos danos e lesões. É um dos motivos para a maioria dos problemas neurológicos e está diretamente ligado com a idade do paciente. O problema ocorre quando uma artéria que leva sangue ao órgão se rompe ou fica impedida de continuar. Quando as células cerebrais deixam de receber os nutrientes necessários, elas podem parar e até morrer. A insuficiência pode ocorrer por causa de problemas como isquemia, hemorragia, trombose, hipertensão arterial (pressão arterial alta) ou má formação dos vasos sanguíneos.

A incidência do AVC pode aumentar devido à idade, aterosclerose, raça, hereditariedade, entre outros. O acidente vascular cerebral pode ocorrer das seguintes formas:

- AVC isquêmico: Ocorre dessa forma quando há um vaso sanguíneo que é impedido por um coágulo ou uma placa aterosclerótica. Nesse caso, pode acontecer a trombose cerebral com a evolução de um coágulo nas artérias do cérebro. Eles podem se movimentar de um local para outro. Os sintomas mais comuns desse tipo são as dificuldades durante a fala, perda da sensibilidade dos membros e do equilíbrio. Esse tipo de acidente vascular é subdividido dessa forma:

- AVC trombótico: É o tipo de AVC mais comum e ele é causado pela aterosclerose. Ocorre a formação de um trombo ou coágulo nas artérias cerebrais, levando ao enfarto ou isquemia.

- AVC embólico: Ocorre com o desenvolvimento de êmbolos cerebrais. São pequenas partes de matéria que estão na corrente sanguínea e se deslocam para as artérias do cérebro, causando o enfarto.

- AVC hemorrágico: É o tipo mais grave e acontece quando há o rompimento de um vaso sanguíneo ou quando, devido a problemas de hipertensão, ele se rompe. Ocorrendo a falta de sangue, acontece o enfarto na área que era atendida pelo vaso que foi danificado e elas morrem. Pode aparecer com dores de cabeça, náuseas e vômitos; porém, pode não aparecer nenhum sintoma. Entretanto, o uso excessivo de cigarros, álcool e drogas podem aumentar a incidência da doença. Essas hemorragias podem acontecer da seguinte forma:

- Subaracnóideo: Um vaso se rompe e, com isso, o sangue atinge o cérebro e crânio. Na maioria dos casos, o motivo para que ela estoure é a pressão alta.

- Hemorragia intracerebral: O sangue é derramado na massa cinzenta devido à hipertensão ou à idade dos vasos. Uma pequena parte dos AVC ocorre dessa forma.

Fatores de Risco do AVC

Os homens com mais de 50 anos e que tenham histórico familiar em relação à doença são os mais propensos a ter um acidente vascular cerebral. Outros fatores estão ligados a incidência da doença: pressão alta, cigarro, diabetes, sedentarismo, obesidade, entupimento das carótidas, entre outros. Alguns sinais também podem indicar a doença e caso eles ocorram, procure prioritariamente seu médico:

  • Falta de sensibilidade no rosto e nos membros inferiores. A atenção deve ser redobrada se isso ocorrer em apenas um lado de seu corpo;
  • Confusão ou problemas para compreender o que as outras pessoas falam;
  • Problemas para enxergar;
  • Dificuldade para andar, com a perda de coordenação e equilíbrio;
  • Dor de cabeça sem um motivo.

Quando ocorre a suspeita, o médico pode solicitar uma ressonância magnética ou uma tomografia. Neles, pode ser verificada com exatidão a lesão e sua gravidade.

Remédios para Tratamento de AVCTratamento para AVC

Há medicamentos que evitam o óbito e as sequelas causadas pelo AVC. Esse tipo de remédio desfaz o coágulo fazendo com que a circulação seja restabelecida. O problema é que eles devem ser ingeridos pelo paciente em até 3 horas após os ataques. Quando o problema ocorre na forma hemorrágica, o médico pode não utilizar os medicamentos e realizar uma cirurgia para estancar o sangue e retirar o coágulo que foi formado. A prevenção é feita com o controle dos fatores de risco do AVC.

 

Arteriosclerose

Essa doença tem como característica o depósito de gordura e outros elementos na parede das artérias, o que ocasiona a falta de irrigação sanguínea, pois reduz o calibre das artérias. Não possui um desenvolvimento rápido e os primeiros sintomas só ocorrem quando o calibre da artéria já foi reduzido em 75%. É uma doença sistêmica que atinge as diversas artérias do corpo. O que ocorre com o paciente depende de qual delas foi atingida.

Se a que foi atingida for as coronárias (artérias do coração), pode ocorrer dor cardíaca durante um esforço quando a evolução for crônica e pode ocorrer um enfarte na evolução aguda. Se forem atingidas as carótidas (artérias do pescoço), pode ocasionar paralisias, desmaios e perturbações na visão quando a evolução for crônica ou enfartes, nos casos de evolução aguda. Caso ocorra o problema nas artérias ilíacas e femorais (pertencem aos membros inferiores), nos casos crônicos podem ocorrer dores ao caminhar, queda dos pelos, dificuldade de ereção peniana e atrofias; já em casos agudos, pode ocorre gangrena.

Fatores de Risco da Arteriosclerose

As pessoas com idade de 50 a 70 anos estão mais predispostas a esse problema, porém há outros fatores que podem ocasionar a arteriosclerose:

Homem FumandoSexo: Principalmente em homens, pois as mulheres possuem uma proteção ao desviar suas gorduras para produzirem o estrogênio. Entretanto, depois da menopausa, isso não ocorre mais.

Hiperlipidemia: A hiperlipidemia é um problema causado pelo excesso de lipídeos no sangue. O colesterol causa o aumento de gordura que circula no sangue. O excesso de gordura vai sendo depositado nas artérias e, com isso, obstruindo a passagem sanguínea.

Tabagismo: As pessoas que fumam aumentam a chance de ter a doença.

Hipertensão: A hipertensão ajuda na penetração de gorduras junto à parede arterial.

Histórico Familiar: Há famílias com predisposição para a doença e isso deve ser verificado por um médico.